Ao realizar a mudança de “fase” do chuveiro, frio para o quente, o qual é muito recomendado em dias chuvosos, pude então tomar consciência de mais um fato ocorrido em meu cotidiano: o crescimento. Aquele local então inalcançável no passado o qual contava com a ajuda de xampus ou condicionadores para dar aquela força extra e obter o êxito, ao trocar a temperatura antes fria arrepiando todo o corpo, por uma água quente e agradável. Questionei-me: crescemos para viver ou vivemos para crescer?As teorias evolucionistas propostas por Charles Darwin propõem que os mais fortes sobrevivem, pois são os mais aptos a viver diante as intempéries do meio com condições adversas e assim, conseguirem com êxito de forma nada romântica, perpetuar a sua espécie. Poeticamente, plantar uma sementinha nesse imenso chão de modo a colher frutos, (bons e rentáveis frutos), futuramente. Aqueles mais aptos são os mais fortes, robustos e, sobretudo, possuem uma condição física gutural para que se destaque no grupo e possa cuidar do mesmo. Com o passar deste conceito onde a força física prevaleceria sobre a força intelectual, observou-se que para a grande missão de sobrevivência, estabeleciam-se estratégias mesmo que involuntárias para que a missão fosse cumprida e o ato de crescer, de certa forma involuntariamente, destacou-se neste então marco de observação da evolução da humanidade. Com o uso tecnológico abissal e a implantação de um mercado de trabalho capitalista o crescimento intelectual ditou os modos de vida e a concretização de uma carreira rentável na vida o indivíduo. A bagagem de informações necessárias para que se destaque no mercado de trabalho induz o indivíduo a ler jornais mais variados possíveis, revistas de esquerda para a direita, debates em canais fechados com cientistas políticos e umas celebridades que adoram palpitar do que não tem domínio, plantão de notícias em rádios os quais reproduzem tragédias de minuto a minuto, fornecendo assunto para rodas de conversa de bares, nos momentos onde o culto ao Deus Baco, do vinho a qualquer que seja a pinga, encaminha os indivíduos para um papo mais “filosófico”e até mesmo, estudantes politizados , revolucionários ou acomodados, mais que cultuam diálogos ao invés de monólogos.As capacidades natas de qualquer um, as estratégias desconhecidas de destacar-se no meio em que se viva são deixadas para trás.Meio este que represente um simples ambiente natural ou que possa influenciar nos atos e atitudes do ser humano. Crer-se na evolução interior, quando tem-se consciência de mudança e aprimoramento de atitudes na sociedade, a maturidade e a resultante sabedoria depois de anos bem vividos ou não.Crer-se-á que para que alcance o êxito real de uma vida deve-se querer e buscar diante de tudo que se observe na realidade e pode parecer clichê mais para o indivíduo crescer não apenas em altura deve-se transformar-se em um ser realizador e não apenas, sonhador.
Fabiane Abreu 17:07, 24/05/09
