BLOGGER TEMPLATES - TWITTER BACKGROUNDS

domingo, 24 de maio de 2009

TaMaNhO

Ao realizar a mudança de “fase” do chuveiro, frio para o quente, o qual é muito recomendado em dias chuvosos, pude então tomar consciência de mais um fato ocorrido em meu cotidiano: o crescimento. Aquele local então inalcançável no passado o qual contava com a ajuda de xampus ou condicionadores para dar aquela força extra e obter o êxito, ao trocar a temperatura antes fria arrepiando todo o corpo, por uma água quente e agradável. Questionei-me: crescemos para viver ou vivemos para crescer?As teorias evolucionistas propostas por Charles Darwin propõem que os mais fortes sobrevivem, pois são os mais aptos a viver diante as intempéries do meio com condições adversas e assim, conseguirem com êxito de forma nada romântica, perpetuar a sua espécie. Poeticamente, plantar uma sementinha nesse imenso chão de modo a colher frutos, (bons e rentáveis frutos), futuramente. Aqueles mais aptos são os mais fortes, robustos e, sobretudo, possuem uma condição física gutural para que se destaque no grupo e possa cuidar do mesmo. Com o passar deste conceito onde a força física prevaleceria sobre a força intelectual, observou-se que para a grande missão de sobrevivência, estabeleciam-se estratégias mesmo que involuntárias para que a missão fosse cumprida e o ato de crescer, de certa forma involuntariamente, destacou-se  neste então marco de observação da evolução da humanidade. Com o uso tecnológico abissal e a implantação de um mercado de trabalho capitalista o crescimento intelectual ditou os modos de vida e a concretização de uma carreira rentável na vida o indivíduo. A bagagem de informações necessárias para que se destaque no mercado de trabalho induz o indivíduo a ler jornais mais variados possíveis, revistas de esquerda para a direita, debates em canais fechados com cientistas políticos e umas celebridades que adoram palpitar do que não tem domínio, plantão de notícias em rádios os quais reproduzem tragédias de minuto a minuto, fornecendo assunto para rodas de conversa de bares, nos momentos onde o culto ao Deus Baco, do vinho a qualquer que seja a pinga, encaminha os indivíduos para um papo mais “filosófico”e até mesmo, estudantes politizados , revolucionários ou acomodados, mais que cultuam diálogos ao invés de monólogos.As capacidades natas de qualquer um, as estratégias desconhecidas de destacar-se no meio em que se viva são deixadas para trás.Meio este que represente um simples ambiente natural ou que possa influenciar nos atos e atitudes do ser humano. Crer-se na  evolução interior, quando tem-se consciência de mudança e aprimoramento de atitudes na sociedade, a maturidade e a resultante sabedoria depois de anos bem vividos ou não.Crer-se-á que para que alcance o êxito real de uma vida deve-se  querer e buscar diante de tudo que se observe na realidade e pode parecer clichê mais para o indivíduo crescer não apenas em altura deve-se transformar-se em um ser realizador e não apenas, sonhador.

Fabiane Abreu 17:07, 24/05/09

domingo, 17 de maio de 2009

Cutículas, mertiolate e reflexões

Realizando o ritual semanal de embelezamento das extremidades do corpo, neste caso, as unhas das mãos e dos pés, houve um momento inoportuno o qual uma cutícula fora retirada indevidamente e neste local, emergiu um líquido viscoso de cor vermelho escuro chamado sangue, desse pequeno corte. Parece drama, porém este ato me fez recorrer a uma real localização do tempo e espaço da vida cotidiana. Rapidamente fui ao meu armário e peguei o famoso anti-séptico mais utilizado durante gerações, que marcou propagandas em meios de comunicação de massas, impressos e encaminhou gerações a experiências nada prazerosas ao sentir aquele ardor diante daquela ferida ou corte: o velho e bom mertiolate. Ao colocar aquela solução aquosa através de um pequeno bastão de cor transparente, pude perceber uma coisa... Não arde!Ó céus!Ó vida!Brincadeiras a parte, pude perceber o quão caminha a humanidade e que algo simples como um anti-séptico que antes ardia, hoje, com a evolução científica e tecnológica não arde mais, assim tornando mais acessível a sua utilização aos medrosos, frescos ou frescas e aos pequenos, quando tomam uma bela queda de bicicleta, ó, hoje não mais, tropeços ou escorregões em buracos da cidade ou shopping centers da metrópole. A evolução dos tempos e gerações trouxe consigo algo benéfico diante das novas tecnologias que de certa forma otimizam o tempo na correria do dia-a–dia.Pode parecer clichê mais valores foram perdidos de forma diretamente proporcional a quantidade de anos perpassados pela geração Nescau.O simples atos de conversar perto de um amigo, fora substituído por sites como Orkut e MSN os quais recebem adeptos de todas as idades a procura de um “dedo de prosa”.O Orkut curiosamente movimenta uma legião de fãs dispostos a adicionar comunidades e comentar fotos suas que você põe em seu álbum.Curiosamente, abre caminhos para comentários os quais você não quer receber de sua foto,como:foi aonde criatura,esse evento?Nem me convidou!Seu cabelo está ótimo!Deu progressiva?Viva a democracia de idéias e ideais sem senso quem dirá bom senso!A irracionalidade crescente, com a falta de criticismo diante das situações políticas, sociais e econômicas as quais nos deparamos no cotidiano, traz a necessidade do conhecimento, do conhecer e buscar independentemente dos veículos dos quais se procure. Pergunta-se, você sabe da crise financeira mundial?Olham para o indivíduo com a cara franzida e dizem:- O quê?Poupe-me, a crise nem chegou aqui!Inocentes, não sabem da dimensão desta para o cenário político, econômico e social de hoje. E assim, com pouco conhecimento adquirido na vida terrena, seguem por tombos, diante das realidades vivenciadas, cultuando futilidades e cú-ltura que deixa-nos perplexos ao vislumbrar músicas sem conteúdo, e o ritmo que as possui passa por meandros entre o ridículo e o dançante.Também não podemos negar que há dois estilos de música:umas para o corpo, outras para a alma, mas não há corpo que agüente tanto”ritmo”.Diante das inquietações as quais venham a me assombrar, pergunto-me:qual futuro será o de nossos netos e futuras gerações?As propostas dos “ecologicamente corretos” serão respeitadas?Ou simplesmente paisagens serão retratadas em notebooks ou e-books? Assim, com pequenas ações presentes que certamente serão refletidas no futuro, embora pareçam utópicas, porém são praticáveis, é que haja o velho interrogar-se sobre fenômenos existenciais.O resgate do “conhece-te a ti mesmo” para  que depois possas ter compreensão do mundo a sua volta, para que assim não se possa simplesmente existir, mas sim  viver eternamente.

 

Fabiane Costa de Abreu 15:03 17/05/09

 

 


Texto que justifica o ''batismo''do blog:

Ângulos

 

 

Complexos, distintos, perplexos

Depende de uma visão tal, proporcional a quantidade de pensamentos tão difusos

E compenetrados com realidades tão paralelas

Conversas, palavras, visões angulares distintas, visões angulares distintas...

Pontos de vista simples, complexos, paradoxais, conflituosos.

Esquadros, estes medindo perpendiculares, abscissas, medianas, baricentros, eternos encontros de pontos difusos e complexos

Eterno encontro de desconhecido ou de até mesmo conhecido de uma atmosfera integrada altiva e plana

Plana com o mar e tendo o sentido longitudinal do ser...

Complexidades, encontros e desencontros, suados, cansados, desgastados, enfraquecedores alegres, reflexivos, sapientes, plurissignificantes, garantindo assim, diversos consensos sem senso e bom senso com o mínimo de senso

Mentes diminutas, atrasadas, barrocas, puntiformes, pontiagudas, dispersas, difusas, bicolores.

Mentes maximizadas, largas, altas, claras, cintilantes, iluminadas, viventes, cientes, conscientes, consistentes, pessoais

Cabelos, presos, soltos, voluptuosos, desarrumados, presos ao couro, texturas diferentes, personalidade e gentes diferentes, sendo esticado, maltratado, enroscado...

Olhos; transparências, espelhos da alma, com o bater de fios de cílios finos, escuros, lâminas que com o abrir e fechar de olhos garante que haja proteção no sentido de esconder situações desagradáveis e tão pequenas que chegam a acontecerem em milésimos de segundo e passam despercebidas

Boca; que fala, maltrata, que diz versos ou frases de amor, poemas cotidianos, poesias confessionais

Tórax; robusto abrigando a sustentação para o coração humano: centro de tudo e o principal alvo de brigas, conflitos e situações conflituosas

Ventre; acompanhando o ciclo da vida, o começo de tudo, o começo de nós mesmos de nossa verdadeira essência fonte de imensa luz

Pernas e pés que sustentam, fixam na terra, agarra, enrosca seres e poderes do então complexo ângulo diferente da atmosfera momentânea: e quiçá tornar-se-á eterna.

 

Fabiane Abreu

01/11/07

23h36min