
O todo se constitui a partir de pequenos fragmentos denominados partes.
Parte de uma história, cantiga, parte da vida...
Parte esta que se abrigam em lembranças, nostalgias, onde trazem a velha sensação de inquietudes e possíveis retrocessos diante tudo que se passou.
Há partes completamente desinteressadas e desinteressantes, na qual ficam delimitadas a cúbicos, pequenos centímetros ou até mesmo milímetros. O todo só é concretizado e feito quando as pequenas partes se unem de modo a se solidificar e ansiosamente crescer. Quando se tem o real anseio de crescer, crescer e buscar, visitar e explorar lugares nunca vistos e conhecidos.
As partes sendo coisas diminutas abrigam pequenos momentos importantes da vida do indivíduo: O nascer do sol, o ronronar de um felino, o choro de uma criança, o abrir de botões de rosas perfumadas, jasmins, esperas em busca de um novo amanhecer e algum raiar do dia. Partes infinitesimais que comportam tudo o que há para se fazer e fazer outros ao redor cada vez mais felizes.
A metade se limita ao compartilhamento, ao dividir descontrações e desconstruções no edifício interior de cada pessoa.
Há sempre situações com intensas desconstruções, para que haja sim, à vontade e um único desejo de que possamos nos completar e contemplar pessoas, seres, diminutas luzes e grandes vidas, só assim para que todas as partes e metades se unam e que se possam se transformar em um todo.
Fabiane Abreu
Inspirado em: Guimarães Rosa
13h59min
07/11/07
