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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Novo Ano


Final de ano chegando, e a contagem regressiva para o ano vindouro:2010!Assim comemora também 1 ano do meu blog, meio o qual encontrei para expressar minhas opiniões neste mundo circundante, por visões distintas, ângulos distintos de uma mesma óptica. Fazem-se mensagens, os clichês reaparecem, a onda de compaixão alheia surge, juntamente com a doação de objetos materiais a quem é bastardo, de qualquer natureza, do mínimo existencial. Contudo, desejo a todos que acompanham o blog, nessas postagens, um ano de 2010 verdadeiramente humano, pró ativo e por fim, com o pensamento crítico ocupando todas as entrelinhas de nossa história de vida! Que venha 2010!

P.S: Para terminar em grande estilo, cito a música do Grupo O Teatro Mágico que traz um pouco de nossa convivência humana:

“Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.”

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Divagações

Seria trágico se não fosse cômico É, faz algum tempo que não escrevo, divago sobre questões cotidianas, ou não. De fato, tenho que confessar que as últimas semanas ocorridas no nosso Brasil varonil me deixaram um tanto perplexa a ponto de deixar de escrever e apenas possuir momentos reflexivos íntimos. Depois do nosso presidente Lula, “meter-se” no local onde não foi chamado, inserindo a “diplomacia” do Brasil no conflito de Honduras onde não temos competência necessária para intermediar conflitos, ao mesmo tempo com o anúncio das olimpíadas sediadas no Rio de Janeiro em 2016, e parece que já começou. Só comemora-se, feito um carnaval de norte a sul do país, com o sentimento patriótico marcando presença cada vez mais constante. Parafraseando a obra de Roberto Damatta, estamos num país onde no papel principal há o “carnaval, malandros e heróis”, e a miserabilidade constante, daquelas bastardos de qualquer natureza pelo simples prato de comida, simplesmente são anulados e passam a não frequentarem as páginas da mídia impressa e os meios de comunicação de massa. Assim, com constantes perplexidades, vamos seguindo embasbacados pela ignorância, miséria, vislumbrando um possível mudança, ou não.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Em busca de uma "audiência" ao sol

“Se você vier me perguntar por onde andei, no tempo em que você sonhava, de olhos abertos lhe direi, amigo eu me desesperava...”Nesta canção, intitulada À palo seco, Belchior, cantor ícone de canções eternizadas nos anos 70, e nos dias atuais com fortes influências em tons e sons desde, “eu sou apenas um rapaz, latino-americano sem dinheiro no banco...”Belchior, há uma semana, o Fantástico procurou o ídolo perguntando por onde ele andava, pois havia sumido a uns 2 meses, acumulando dívidas em hotéis e carros abandonados no aeroporto, deixando uma dívida de aproximadamente R$18.000. Pois, neste domingo marcado pela briga televisiva entre SBT, Record e a Globo, com a estreia de Eliana no SBT, Gugu na Record com direito ao Blue Man Group e uma cédula de 2,00 reais que foi passada nas cinco regiões do Brasil e com um determinado número de série, valeria 20.000 reais. Já a globo, convocou a equipe mirim da novela Caminho das Índias, no Fantástico, a venda de fardamento policial sem comprovante, e a cozinheira de Michael Jackson, que, segundo ela, vivenciou o momento póstumo, ao ouvir as notícias da sua morte enquanto cozinhava e possivelmente deu uma espiada na porta entreaberta, o cantor em sua cama no momento em que estava passando mal e os paramédicos tentavam reanimá-lo. Dentre os fatos decorrentes de uma programação televisiva em um domingo chuvoso na capital baiana, deixa qualquer um à palo seco, em um país onde a falta de consciência crítica assume o papel principal na vida cotidiana.

Ser Politizado


Desde o momento do surgimento ou até mesmo criação do homem na face da terra, e suas inter-relações com o outro e o ambiente surgiram às primeiras organizações sociais ilustradas pela hierarquização das primeiras tribos, constituída sempre pelos mais velhos e por assim dizer, mais sábios; adultos de meia idade, dotados de força física e os jovens aprendizes do conhecimento comunitário. As mulheres nem sequer eram consideradas membros notáveis em uma comunidade, tinham o dever doméstico de limpeza, cultivo de cereais, frutas e hortaliças, cuidar do conjugue e por fim não menos importante: o de procriar e perpetuar gerações, a descendência dos mesmos.

Com o evoluir humano, na antiguidade clássica, época das primeiras civilizações, notadamente Grécia e Roma, a organização social delimitou o nascimento e a criação da política. Na Grécia, onde na Ágora ocorriam discussões políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço da cidadania. Também naquela época vigorou o então novo conceito em meio ao velho mundo: a democracia, demo =povo, cracia= governo, portanto, governo do povo. Roma contribuiu de forma decisiva para as noções existenciais do direito, oriundo do Corpus Júris Civilis, onde a noção de estado e suas subdivisões sócio-políticas e econômicas, baseadas na jurisprudência dogmática, as quais asseguravam direitos a certas camadas sociais. Na Grécia a Pólis grega, símbolo de instituição política. Em Roma as Civitas, no Imperium, onde denominava os membros da política romana.

Na Idade Média, onde a organização política encontrava-se modificada, vigorou o feudalismo, a relação de servos e vassalos. Logo após surge as Monarquias Absolutistas, onde o poder centralizado era entregue nas mãos do detentor de poder, este centralizado: o rei.

O Estado Moderno foi uma conseqüência desse passado histórico, uma reação ao absolutismo e ao feudalismo. Com a conseguinte Revolução Francesa, os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade permearam e inspiraram pequenos ou grandes movimentos revolucionários por toda a história da humanidade. O ser político, portanto, advém de toda a evolução humana aliada a sua historicidade.

Juntamente com a politização do indivíduo, surge e faz-se necessário que haja algo de extrema importância no sistema:o pensamento crítico, o velho criticismo, a racionalização de idéias, ideais e velhos ou novos conceitos que possam surgir diante situações cotidianas.

Na atualidade, em um momento histórico rico de dados, informações e ideologias, palco de protestos, criatividade e censura, liberdade e repressão, que foi a Ditadura Militar especificamente, a ditadura Brasileira, pós AI-5, o mais repressivo de todos o Atos Institucionais, fez-se necessário mais do que nunca, ter compromisso com suas ideologias, o bem-estar social, a reivindicação contra o sistema opressor, sobretudo, a volta da tão sonhada liberdade, garantida desde os tempos remotos, pelos jusnaturalistas, com o Direito Natural, garantido desde a criação do homem de ordem divina, o direito a vida e a liberdade.

Com a evolução tecnocrática, e acessibilidade dos meios de comunicação midiáticos, impressos e de forma eficaz o uso diário da internet, o criticismo converteu-se em conformismo e a falta de conhecimento de causas do mundo existencial foi deixado para trás, restando alienação e falta de produção de conhecimento, este racionalizado através da captação do objeto e a representação no espírito, enquanto interior, essência humana.Diante de um mundo trazendo uma gama de informações existentes hoje e uma acessibilidade maior, faz-se necessário que se redescubra a disposição a questionar sobre si mesmo e sobre o mundo, racionalizar, somar e crescer notadamente com o exercício pleno da cidadania na sociedade.

10 de junho de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meio Ambiente ou Ambiente Inteiro?


Em um café da manhã, assistindo os noticiários locais globais e de outras emissoras de televisão, as notícias não paravam a respeito de José Sarney e seus atos antes “secretos”, que agora foram postos como principal cena da tragicomédia que é a política brasileira, a qual eu, você e todos os indivíduos que mal conhecemos no nosso cotidiano estão inseridos. Porém, não apenas os atos do circo de horrores vindos de Brasília, como também os velhos e bons comerciais que com ajuda tecno-científica-informacional, contam com elementos antes inimagináveis de serem vinculados no meio televisivo: besouros e outros insetos bebendo coca-cola, um carro com tamanha tecnologia que só pode tem vindo de outro mundo, surge onipotente caído como um meteoro do céu. Vi, de forma abismada uma propaganda dos ecologicamente corretos, de uma ONG, em prol da preservação ambiental, o incentivo ao ato de urinar ou mesmo vulgarmente fazer xixi no chuveiro no momento do banho. Meses atrás essa “idéia” havia sido veiculada no jornal noturno do casal de apresentadores conhecidos na TV brasileira.

A apresentação da matéria arrancou sorrisos de canto de boca e parou por aí. Não vi a campanha em algum meio de comunicação impresso ou televisão, somente um artigo feito por Malu Fontes, abordando o tema. Passaram-se meses e agora a notícia voltou à tona. Vários monstrinhos dialogam no comercial convencendo a galerinha de casa e os marmanjos de plantão a conceber tal idéia. Há uma faca de dois gumes. Nota-se uma crise ambiental resultante da falta de consciência ecológica individual, quiçá coletiva. Os sacos de lixo plásticos, os quais demoram de se decompor no ambiente, estão sendo substituídas por ecobags, sacolas de pano para guardar suas compras. Aos preocupados com a moda, podem ser customizados e ficar uma gracinha!Para os ecologicamente corretos uma excelente alternativa. Para mim legal, interessante. O ato de gastar água no momento de escovar os dentes e não fechar a bendita torneira, horas caindo pelo ralo ou tomar ao se ensaboar deixar o chuveiro ligado, sem banhar qualquer corpo que seja e por aí vai. Porém, o ponto principal, a ponta do iceberg, o pico da neblina está na utilização de descargas, as quais gastam até 12 litros de água a cada vez que são dadas. Gastou acentuado, comparando uma família brasileira de classe média, com o casal e dois filhos pré-adolescentes. Se cada um der no mínimo 6 descargas por dia,como fica a história no fim do mês, e o impacto no meio ambiente?Contudo, as novas tecnologias foram inseridas no contexto para melhorar a catastrófica situação.

A descarga inteligente, onde fezes e urina, correspondem 6 e 3 litros de água respectivamente, acionando 2 botões individuais.A tecnologia com sustentabilidade associada ao meio ambiente.Diante o cenário atual, deve-se investir em práticas sustentáveis, bom para o meio ambiente , bom para todos nós.Porém não se deve deixar de lado a condição humana básica:A higiene; ao urinar no chuveiro, o odor desagradável fica semelhante ao banheiro público, e o bom cheiro, bom viver e conviver com o outro, faz parte da condição humana essencial.

Fabiane Abreu

13/05/09

21h00

domingo, 26 de julho de 2009

Artigo

A escola e a propagação das ideologias

Os sistemas de ensino brasileiro coexistem muitas vezes com mestres cuja formação baseia-se no pensamento marxista. A visão deles é de uma sociedade igualitária, em que o jovem revolucionário com uma boina na cabeça e uma estrela vermelha estampada perpassam camisas, pôsteres e fotografias, tornando-se um referencial e modelo que deve ser seguido a partir de contestações sobre o sistema vigente.

Em uma sociedade em que o modelo capitalista constituiu bases econômicas e sociais, e hoje surge onipresente e onipotente nos países em franca ascensão, com um comércio lucrativo, a necessidade de se realizar profissionalmente tornou-se uma ferramenta necessária para a obtenção de uma vida mais confortável e rentável para futuras gerações, auxiliando na realização pessoal.

Novos pensadores convivem com ideais contra todo um sistema arraigado. Preferem seguir à revelia contra pais empresários, política existente, sistema adotado, e crêem mais do que nunca que a saída para acabar com o regime capitalista seria implantar a reforma agrária, o surgimento dos minifúndios, uma maior distribuição de renda e benefícios governamentais.

Tudo isso irá favorecer o chamado falanstério proposto por Charles Fourier, qual seja o da crença de que o ser humano é, intrinsecamente, bom, pois é o depositário de uma harmonia natural que reflete a própria harmonia do universo. O fracasso destes falanstérios, para além de suas dificuldades intrínsecas, se deu graças ao seu rápido crescimento, atraindo em pouco tempo uma quantidade enorme de pessoas pouco preparadas e menos comprometidas.

A escola de hoje, guiada por princípios de Paulo Freire, vem mostrando mais do que nunca posições esquerdistas com ideais lenistas. Urge edificar que há um desvencilhamento de sua principal filosofia: transmitir o conhecimento didático de maneira imparcial, neutra. A resolução de matemática simples com tantas incógnitas e um texto mal compreendido é uma realidade existente neste ensino precário.

A escola deve cumprir, portanto, o seu papel fundamental didático, para que assim estudantes e profissionais do futuro desenvolvam uma consciência crítica da sua própria realidade e escolham um caminho a ser trilhado – o seu verdadeiro ideal a ser perseguido.

P.S: Ao escrever este texto, proposto em 2008 quando era estudante do 3º Ano E.M concorreu à categoria Artigo. Este foi enviado ao concurso Jornalista do Futuro, promovido pela Folha Dirigida em 2008.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

4


O 4, numeral natural é caracterizado pelo simples fato de permanecer em conjuntos tênues de algarismos congênitos possíveis e imagináveis que delimitam a sua essência e permanência .

Com os intensos caminhos presentes e imagináveis na vida humana, passa a agregar-se com os demais pares pré-existentes e se fortificar diante dessas uniões, com altivos números pares. Pode-se entreter, contudo, que ele não basta a si próprio a parece ser, querer e lutar para que conquiste a sua plenitude. Comenta-se que ele constitui as maiores bases de vida: desde pernas de cadeiras (confortáveis cadeiras), até mesmo bases existenciais humanas. A sua imensa massa existencial percorre entranhas e sentimentos humanos, enriquece-os, constituem-nos. Dentre essas e outras bases, fatores, favores, irracionalizar, racionalizar, criar, ser, fazer, acontecer, dentre essas mesmas linhas correm sim, intensas e presentes demonstrações nesse nosso pequeno infinito especial.

Fabiane Abreu (28/04/08)