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sábado, 26 de março de 2011

O dia em que parou São Paulo


Pequenos momentos contentes...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fofura


Um pouco de fofura na semana! Ouwnnnnnnnnnnnn

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vem, Vamos Além!



Dando início a quebra do jejum textual, e após a digestão do acontecido, não poderia deixar de escrever sobre algo que definitivamente mostrou-se inexplicável e ao mesmo tempo de extremo contentamento e felicidade: O show de Los Hermanos, após o hiato a mais de 5 anos aqui em Salvador, capital Baiana, nos dias 17 e 18.
Inicialmente venho contar a vocês , caros leitores que foi um dos momentos mais felizes de toda a minha vida!
Sempre discorri em meus textos, sobre várias questões do ser humano, suas convicções, sua interação com o meio, seus sentimentos.Mas indiscutivelmente , neste dia, trouxe uma resposta para a maioria das minha indagações. Comecei a ser fã de Los Hermanos no ano de 2006, onde houve a notícia do recesso por tempo indeterminado destes. Lembro-me da convivência de alguns colegas de escola , onde discutíamos as letras e procurávamos decifrar os vários sentidos e várias faces secretas sobre uma face neutra daquelas letras. Interpretá-las, mastigá-las e deglutí-las , assim descobrir a bela face dentro daquelas letras musicalizadas.Assim, este pequeno processo nos trazia a idéia de contentamento, de uma felicidade íntima ao trazer as melhores frases de cada letra transpostas em glosas, ou aquelas anedotas no ladinho da folha do caderno.
Quando houve a notícia , agora no 1º semestre de 2010 do possível show em salvador no 2º semeste, especialmente na Concha Acústica, deu-se uma estonteante felicidade, ansiedade na espera do velho-novo e poder vê-los, aqueles 4 amigos de faculdade que juntos construíram a banda, no palco, entoando aquelas belas músicas para aquela multidão.
O dia finalmente deu-se, e ao adentrar no anfiteatro da concha, pude observar uma enorme fila de fãs sedentos por aquela sensação descrita anteriormente.Começa o show , e de forma automática, como um gatilho interno, dá-se a sensação de felicidade, plena e irrestrita.Como? Só que estava lá pode descrever o que sentiu naquele momento, onde a concretização do ideário de anos à espera estava lá, bem a frente, acessível, crível, verossímil.
Agradeci de todo o meu coração, ao Cara lá de cima, por estar naquele momento exatamente ali.
Meus olhos estavam bem diante de pessoas que juntas fazem brotar, dentro da essência humana essas sensações.
Assim obtive a resposta já suscitada no início do post: como podemos nos aproximar do divino, e se este realmente existe? Creio eu, através de uma Suprema Felicidade, quando nós involuntariamente ou mesmo voluntariamente agradecemos de todo o coração humildemente, a uma força superior, até mesmo ao Deus Sol, pelo seu crepúsculo e entardecer, nas nossas conquistas pessoais e profissionais, um milagre que ocorra de onde nada existia, o milagre da vida, e todas as formas de manifestação daquilo que nos satisfaça e nos permita experimentarmos a felicidade irrestrita nem que seja por segundos, horas, dias ,anos...
Obrigada, Obrigada, Obrigada!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

5-10




O todo se constitui a partir de pequenos fragmentos denominados partes.

Parte de uma história, cantiga, parte da vida...

Parte esta que se abrigam em lembranças, nostalgias, onde trazem a velha sensação de inquietudes e possíveis retrocessos diante tudo que se passou.

Há partes completamente desinteressadas e desinteressantes, na qual ficam delimitadas a cúbicos, pequenos centímetros ou até mesmo milímetros. O todo só é concretizado e feito quando as pequenas partes se unem de modo a se solidificar e ansiosamente crescer. Quando se tem o real anseio de crescer, crescer e buscar, visitar e explorar lugares nunca vistos e conhecidos.

As partes sendo coisas diminutas abrigam pequenos momentos importantes da vida do indivíduo: O nascer do sol, o ronronar de um felino, o choro de uma criança, o abrir de botões de rosas perfumadas, jasmins, esperas em busca de um novo amanhecer e algum raiar do dia. Partes infinitesimais que comportam tudo o que há para se fazer e fazer outros ao redor cada vez mais felizes.

A metade se limita ao compartilhamento, ao dividir descontrações e desconstruções no edifício interior de cada pessoa.

Há sempre situações com intensas desconstruções, para que haja sim, à vontade e um único desejo de que possamos nos completar e contemplar pessoas, seres, diminutas luzes e grandes vidas, só assim para que todas as partes e metades se unam e que se possam se transformar em um todo.




Fabiane Abreu

Inspirado em: Guimarães Rosa

13h59min

07/11/07

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Telenovelas:Paixão Nacional


A grande verdade é que somos apaixonados por novela! Mesmo! Há quem diga que não acompanha, não tem tempo para acompanhar os folhetins, acha uma verdadeira perda de tempo, mas invariavelmente acaba perguntando a um ou a outro o que está se passando na trama, quem é a vilã, mocinho ou mocinha, observando aquelas revistas de fofoca em consultórios médicos ou nas gôndolas de lojas de conveniência e supermercados.
Hoje, é o último capítulo da novela das 20h, Viver a Vida, encabeçada por Manoel Carlos, cuja direção é de Jayme Monjardim, com uma reapresentação no sábado (15/05/10).Há quem diga que a novela apresentou defeitos, mas há também aqueles que são completamente apaixonados por elas. Redescobrimos a ponte LEBLON- Qualquer lugar do mundo! Na trama, a vez foi de Búzios-Leblon-Petra (no início da trama).
Observamos atônitos as paisagens belas, e as fotografias de cada paisagem, e no ponto crucial da trama, sofremos junto com a personagem Luciana vivida pela atriz Aline Morais, e observamos a sua recuperação dia-a-dia. Reaprendemos a nos movimentarmos, e assim nos desenvolvermos diante nossas próprias limitações psíquicas, a aceitarmos a diferença, e nos superarmos a todo tempo, todo dia.
As telenovelas hoje surgem como principal veículo de entretenimento para a massa populacional, neste país verde e amarelo. Todas as classes sociais, unem-se, em uma linha tênue e invisível e compartilham emoções, alegrias, risadas, e um contentamento, atrelado a uma tristeza sem fim ao ver que aquele folhetim, se exauriu, acabou! Desde o início das radionovelas, onde se reunia toda a família para ouvir aquelas falas românticas de seus personagens, até o surgimento da televisão, com imagem preto e branco, e logo depois a cores, o encantamento por uma história criada, perpetua o imaginário popular. Por fim, creio que a novela não só nos une com uma verdadeira paixão nacional, mas nos conecta com um dos principais sentimentos humanos: a EMOÇÃO.
P.S: Diante desta ode a telenovela global, tenho que admitir: Estou triste com o final de Viver a vida!
De seu autora, apaixonada por novela e triste com o final de uma,
Fabiane Abreu (14/05/10)
8h43

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Reflexões

A mente humana é um veículo de constante modificação. De memórias impressas e expressas, rápidas, emocionais, impedidas, calculáveis, ociosas.

Compõe um infinito delimitado por mãos, pés, extremidades pequenas diante o todo e tudo que se possa imaginar.

Às vezes, há quem passe a vida inteira inerte, sem agir diante de situações “bestas”.Valores? Para quê? Há?

Medos, anseios, segredos que possam contar a quem? Acreditamos em nós mesmos ou nos outros?

Outros? Quem são os outros? Não conhecemos ou são tantos que conhecemos mas acabam passando despercebidos, mas será que conhecemos mesmo?

Passamos toda uma vida colecionado erros e acertos, vitórias e derrotas. Falamos e colecionamos amigos e inimigos. Brigas confrontais e confrontadas. Exaltações? Princípios primitivos, lutas para manter-se em um mesmo metro quadrado, cúbico, curto, simples.

Labirintos, cruzadas, entrecruzadas, encontros e coisas perdidas: e quando se acha uma saída é o fim, o nada?

Fabiane Abreu

04/10/2007

domingo, 4 de abril de 2010

Novo Ângulo:Ponto de Mutação

Presume-se que, a criação ou surgimento de um indivíduo pensante na sociedade, teve o principal objetivo de modificar o meio existente, aprimorando-o de forma a desenvolvê-lo, criar, buscar, mover e sugerir questionamentos que mudassem o mundo individual e assim o todo coletivo, de modo a ansiosamente crescer como pessoa, e evoluir como um ser político na sociedade.

A película fotográfica Ponto de Mutação, tendo como título original Mindwalk possui uma abordagem incisiva a cerca de assuntos que conturbam a ordem existencial humana, as suas relações interpessoais, e o seu modo de vida com a política, a economia, o desenvolvimento das ciências exatas e humanas. Três personagens merecem destaque na narrativa: Jack, que fora candidato a presidente dos EUA sem êxito, possui uma visão diminuta das relações sociais, observando apenas a sociedade como partes destituídas do todo, e optando pela social-democracia ao propor suas metas agora como candidato ao senado. Seu amigo, o poeta Tom, possui uma visão reacionária e se opões fortemente às opiniões de seu amigo Jack. Em suas passagens no filme, emite opiniões incisivas, e expõe belos poemas, cheios de metáforas que põem em cheque os pensamentos humanos. Ao acaso, surge a cientista Sônia Hoffman, que dá caminho e embasamento histórico científico da narrativa, com opiniões extremamente revolucionárias, e sugere uma perspectiva para o todo social e a mudança de olhares e conceitos da vida cotidiana.

Dito isto, o filme busca delinear sua trajetória debatendo questões conflituosas onde tem por objetivo a descoberta do real sentido de pertencer a uma sociedade, exercer o papel político e o melhor de tudo: conseguir mudar a vida das pessoas ao seu entorno. A política é transcrita como “uma galeria de espelhos para narcisos”, onde as aparências estereotipadas, pré-moldadas e acríticas se fazem presentes. Observa-se uma perspectiva individualista que logo cai por terra no tocante à então proposta apresentada: para descobrir aquela qualidade que está tão em falta no mundo, seria visão? Sim, seria, mais do que isso, a percepção tão ausente no olhar do outro, um ângulo a ser vislumbrado com um olhar coletivo, o todo, o total, e não partes desinteressadas e desinteressantes de ínfimas partes, desconexas do mundo em que se vive. O ser humano não é uma ilha, aliás, ninguém é uma ilha. Estamos frequentemente conectados em uma linha invisível que nos une, um a um, em trocas de matéria e energia.

Voltemos a época de René Descartes, em sua visão do mundo como um relógio, onde, com esse pensamento mecanicista, provocou uma ruptura com os pensamentos teocêntricos advindos da Igreja Católica. Francis Bacon traduz que há de se torturar o planeta para obter os seus segredos. Evoluindo junto com esses filósofos e cientistas, deparamo-nos com Sir. Isaac Newton, com a sua rede de tendências e probabilidades de interação dos seres vivos. E agora? E agora? O que fazer com esta filosofia nos dias atuais?

Crer-se-á que precisamos de uma nova maneira de entender a vida, a dinâmica social. Convivemos com uma superpopulação, o uso de contraceptivos, a desnutrição afinando corpos e almas famintas em busca de nutrir-se de algum alimento. Há um desmatamento crescente, em contrapartida com o crescimento de latifundiários oprimindo a massa trabalhadora, que convive em uma luta sôfrega para continuar sobrevivendo a um capitalismo ferrenho. Uma individualização da medicina na sociedade onde as enfermidades são melhor tratadas e curadas com o serviço particular, com acessibilidade de medicamentos. Uma ambição humana desregrada, onde o sentimento intrínseco do SER desaparece, e o TER, surgem onipresente e onipotente nos seres humanos: estes que lançaram por motivos políticos e conflitos bélicos de guerra, as Bombas Atômicas de Hiroshima e Nagasaki, incinerando pelo próprio conhecimento das partículas subatômicas e o uso de matérias explosivos, matando milhares de pessoas naquela época e hoje, sente-se seus reflexos devido a radiação intensa, provocando câncer aos habitantes daquela região.

Diante das divagações apresentadas, questiona-se o que fazer diante da problemática existente e do real sentido da vida. Os incrédulos, pensam que a vida não tem um sentido próprio, outros falam de uma dita missão divina, porém inquestionavelmente, em nossa trajetória como seres pensantes, somos responsáveis pela nossa escrita das páginas da história, e possuímos com objetivo primordial mudar a nossa forma de ver o mundo, com um total, nos indignarmos sempre, falar até secar o cuspe, andarmos mundo afora, e nunca perdermos o sonho de mudança em uma sociedade dita democrática de direito, justa e igualitária substancialmente, não formalmente em códigos sem vida, onde os verdadeiros seres humanos criam o viver nestas páginas, e aplicam-na de modo a viver melhor socialmente. Pode parecer utópico, mais a utopia existe para nunca deixarmos de nos indignarmos e lutarmos até quando tivermos vida e tivermos voz no corpo material. A vida sente a si mesma, poeticamente é muito curta para ser pequena, e aproveitando uma frase dita pelo personagem Tom: “Se as portas da percepção se abrissem, tudo pareceria como é.” (William Blake).

quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma breve divagação sobre o mundo jurídico...

Diante do jejum textual, a 1ª postagem do ano de 2010...Mais um ângulo a ser vislumbrado.

Existe a condição de operacionalidade no Direito? “Penso que ao entender a dinâmica social, e o indivíduo como um todo e não um conjunto de partes desagregadas entre si, o jurista adquire uma outra dimensão social, ao compreender situações, casos e comportamentos dos indivíduos. Além disso, ele passa a enxergar o direito de forma crítica, acentuando suas virtudes e defeitos, e sai da condição de operacionalidade e mecanização do mesmo para atingir a condição de pensador do direito, com uma visão crítica apurada e o entendimento do outro, pois para sermos bons juristas, temos que ser essencialmente humanos.”

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Novo Ano


Final de ano chegando, e a contagem regressiva para o ano vindouro:2010!Assim comemora também 1 ano do meu blog, meio o qual encontrei para expressar minhas opiniões neste mundo circundante, por visões distintas, ângulos distintos de uma mesma óptica. Fazem-se mensagens, os clichês reaparecem, a onda de compaixão alheia surge, juntamente com a doação de objetos materiais a quem é bastardo, de qualquer natureza, do mínimo existencial. Contudo, desejo a todos que acompanham o blog, nessas postagens, um ano de 2010 verdadeiramente humano, pró ativo e por fim, com o pensamento crítico ocupando todas as entrelinhas de nossa história de vida! Que venha 2010!

P.S: Para terminar em grande estilo, cito a música do Grupo O Teatro Mágico que traz um pouco de nossa convivência humana:

“Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.”

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Divagações

Seria trágico se não fosse cômico É, faz algum tempo que não escrevo, divago sobre questões cotidianas, ou não. De fato, tenho que confessar que as últimas semanas ocorridas no nosso Brasil varonil me deixaram um tanto perplexa a ponto de deixar de escrever e apenas possuir momentos reflexivos íntimos. Depois do nosso presidente Lula, “meter-se” no local onde não foi chamado, inserindo a “diplomacia” do Brasil no conflito de Honduras onde não temos competência necessária para intermediar conflitos, ao mesmo tempo com o anúncio das olimpíadas sediadas no Rio de Janeiro em 2016, e parece que já começou. Só comemora-se, feito um carnaval de norte a sul do país, com o sentimento patriótico marcando presença cada vez mais constante. Parafraseando a obra de Roberto Damatta, estamos num país onde no papel principal há o “carnaval, malandros e heróis”, e a miserabilidade constante, daquelas bastardos de qualquer natureza pelo simples prato de comida, simplesmente são anulados e passam a não frequentarem as páginas da mídia impressa e os meios de comunicação de massa. Assim, com constantes perplexidades, vamos seguindo embasbacados pela ignorância, miséria, vislumbrando um possível mudança, ou não.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Em busca de uma "audiência" ao sol

“Se você vier me perguntar por onde andei, no tempo em que você sonhava, de olhos abertos lhe direi, amigo eu me desesperava...”Nesta canção, intitulada À palo seco, Belchior, cantor ícone de canções eternizadas nos anos 70, e nos dias atuais com fortes influências em tons e sons desde, “eu sou apenas um rapaz, latino-americano sem dinheiro no banco...”Belchior, há uma semana, o Fantástico procurou o ídolo perguntando por onde ele andava, pois havia sumido a uns 2 meses, acumulando dívidas em hotéis e carros abandonados no aeroporto, deixando uma dívida de aproximadamente R$18.000. Pois, neste domingo marcado pela briga televisiva entre SBT, Record e a Globo, com a estreia de Eliana no SBT, Gugu na Record com direito ao Blue Man Group e uma cédula de 2,00 reais que foi passada nas cinco regiões do Brasil e com um determinado número de série, valeria 20.000 reais. Já a globo, convocou a equipe mirim da novela Caminho das Índias, no Fantástico, a venda de fardamento policial sem comprovante, e a cozinheira de Michael Jackson, que, segundo ela, vivenciou o momento póstumo, ao ouvir as notícias da sua morte enquanto cozinhava e possivelmente deu uma espiada na porta entreaberta, o cantor em sua cama no momento em que estava passando mal e os paramédicos tentavam reanimá-lo. Dentre os fatos decorrentes de uma programação televisiva em um domingo chuvoso na capital baiana, deixa qualquer um à palo seco, em um país onde a falta de consciência crítica assume o papel principal na vida cotidiana.

Ser Politizado


Desde o momento do surgimento ou até mesmo criação do homem na face da terra, e suas inter-relações com o outro e o ambiente surgiram às primeiras organizações sociais ilustradas pela hierarquização das primeiras tribos, constituída sempre pelos mais velhos e por assim dizer, mais sábios; adultos de meia idade, dotados de força física e os jovens aprendizes do conhecimento comunitário. As mulheres nem sequer eram consideradas membros notáveis em uma comunidade, tinham o dever doméstico de limpeza, cultivo de cereais, frutas e hortaliças, cuidar do conjugue e por fim não menos importante: o de procriar e perpetuar gerações, a descendência dos mesmos.

Com o evoluir humano, na antiguidade clássica, época das primeiras civilizações, notadamente Grécia e Roma, a organização social delimitou o nascimento e a criação da política. Na Grécia, onde na Ágora ocorriam discussões políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço da cidadania. Também naquela época vigorou o então novo conceito em meio ao velho mundo: a democracia, demo =povo, cracia= governo, portanto, governo do povo. Roma contribuiu de forma decisiva para as noções existenciais do direito, oriundo do Corpus Júris Civilis, onde a noção de estado e suas subdivisões sócio-políticas e econômicas, baseadas na jurisprudência dogmática, as quais asseguravam direitos a certas camadas sociais. Na Grécia a Pólis grega, símbolo de instituição política. Em Roma as Civitas, no Imperium, onde denominava os membros da política romana.

Na Idade Média, onde a organização política encontrava-se modificada, vigorou o feudalismo, a relação de servos e vassalos. Logo após surge as Monarquias Absolutistas, onde o poder centralizado era entregue nas mãos do detentor de poder, este centralizado: o rei.

O Estado Moderno foi uma conseqüência desse passado histórico, uma reação ao absolutismo e ao feudalismo. Com a conseguinte Revolução Francesa, os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade permearam e inspiraram pequenos ou grandes movimentos revolucionários por toda a história da humanidade. O ser político, portanto, advém de toda a evolução humana aliada a sua historicidade.

Juntamente com a politização do indivíduo, surge e faz-se necessário que haja algo de extrema importância no sistema:o pensamento crítico, o velho criticismo, a racionalização de idéias, ideais e velhos ou novos conceitos que possam surgir diante situações cotidianas.

Na atualidade, em um momento histórico rico de dados, informações e ideologias, palco de protestos, criatividade e censura, liberdade e repressão, que foi a Ditadura Militar especificamente, a ditadura Brasileira, pós AI-5, o mais repressivo de todos o Atos Institucionais, fez-se necessário mais do que nunca, ter compromisso com suas ideologias, o bem-estar social, a reivindicação contra o sistema opressor, sobretudo, a volta da tão sonhada liberdade, garantida desde os tempos remotos, pelos jusnaturalistas, com o Direito Natural, garantido desde a criação do homem de ordem divina, o direito a vida e a liberdade.

Com a evolução tecnocrática, e acessibilidade dos meios de comunicação midiáticos, impressos e de forma eficaz o uso diário da internet, o criticismo converteu-se em conformismo e a falta de conhecimento de causas do mundo existencial foi deixado para trás, restando alienação e falta de produção de conhecimento, este racionalizado através da captação do objeto e a representação no espírito, enquanto interior, essência humana.Diante de um mundo trazendo uma gama de informações existentes hoje e uma acessibilidade maior, faz-se necessário que se redescubra a disposição a questionar sobre si mesmo e sobre o mundo, racionalizar, somar e crescer notadamente com o exercício pleno da cidadania na sociedade.

10 de junho de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meio Ambiente ou Ambiente Inteiro?


Em um café da manhã, assistindo os noticiários locais globais e de outras emissoras de televisão, as notícias não paravam a respeito de José Sarney e seus atos antes “secretos”, que agora foram postos como principal cena da tragicomédia que é a política brasileira, a qual eu, você e todos os indivíduos que mal conhecemos no nosso cotidiano estão inseridos. Porém, não apenas os atos do circo de horrores vindos de Brasília, como também os velhos e bons comerciais que com ajuda tecno-científica-informacional, contam com elementos antes inimagináveis de serem vinculados no meio televisivo: besouros e outros insetos bebendo coca-cola, um carro com tamanha tecnologia que só pode tem vindo de outro mundo, surge onipotente caído como um meteoro do céu. Vi, de forma abismada uma propaganda dos ecologicamente corretos, de uma ONG, em prol da preservação ambiental, o incentivo ao ato de urinar ou mesmo vulgarmente fazer xixi no chuveiro no momento do banho. Meses atrás essa “idéia” havia sido veiculada no jornal noturno do casal de apresentadores conhecidos na TV brasileira.

A apresentação da matéria arrancou sorrisos de canto de boca e parou por aí. Não vi a campanha em algum meio de comunicação impresso ou televisão, somente um artigo feito por Malu Fontes, abordando o tema. Passaram-se meses e agora a notícia voltou à tona. Vários monstrinhos dialogam no comercial convencendo a galerinha de casa e os marmanjos de plantão a conceber tal idéia. Há uma faca de dois gumes. Nota-se uma crise ambiental resultante da falta de consciência ecológica individual, quiçá coletiva. Os sacos de lixo plásticos, os quais demoram de se decompor no ambiente, estão sendo substituídas por ecobags, sacolas de pano para guardar suas compras. Aos preocupados com a moda, podem ser customizados e ficar uma gracinha!Para os ecologicamente corretos uma excelente alternativa. Para mim legal, interessante. O ato de gastar água no momento de escovar os dentes e não fechar a bendita torneira, horas caindo pelo ralo ou tomar ao se ensaboar deixar o chuveiro ligado, sem banhar qualquer corpo que seja e por aí vai. Porém, o ponto principal, a ponta do iceberg, o pico da neblina está na utilização de descargas, as quais gastam até 12 litros de água a cada vez que são dadas. Gastou acentuado, comparando uma família brasileira de classe média, com o casal e dois filhos pré-adolescentes. Se cada um der no mínimo 6 descargas por dia,como fica a história no fim do mês, e o impacto no meio ambiente?Contudo, as novas tecnologias foram inseridas no contexto para melhorar a catastrófica situação.

A descarga inteligente, onde fezes e urina, correspondem 6 e 3 litros de água respectivamente, acionando 2 botões individuais.A tecnologia com sustentabilidade associada ao meio ambiente.Diante o cenário atual, deve-se investir em práticas sustentáveis, bom para o meio ambiente , bom para todos nós.Porém não se deve deixar de lado a condição humana básica:A higiene; ao urinar no chuveiro, o odor desagradável fica semelhante ao banheiro público, e o bom cheiro, bom viver e conviver com o outro, faz parte da condição humana essencial.

Fabiane Abreu

13/05/09

21h00

domingo, 26 de julho de 2009

Artigo

A escola e a propagação das ideologias

Os sistemas de ensino brasileiro coexistem muitas vezes com mestres cuja formação baseia-se no pensamento marxista. A visão deles é de uma sociedade igualitária, em que o jovem revolucionário com uma boina na cabeça e uma estrela vermelha estampada perpassam camisas, pôsteres e fotografias, tornando-se um referencial e modelo que deve ser seguido a partir de contestações sobre o sistema vigente.

Em uma sociedade em que o modelo capitalista constituiu bases econômicas e sociais, e hoje surge onipresente e onipotente nos países em franca ascensão, com um comércio lucrativo, a necessidade de se realizar profissionalmente tornou-se uma ferramenta necessária para a obtenção de uma vida mais confortável e rentável para futuras gerações, auxiliando na realização pessoal.

Novos pensadores convivem com ideais contra todo um sistema arraigado. Preferem seguir à revelia contra pais empresários, política existente, sistema adotado, e crêem mais do que nunca que a saída para acabar com o regime capitalista seria implantar a reforma agrária, o surgimento dos minifúndios, uma maior distribuição de renda e benefícios governamentais.

Tudo isso irá favorecer o chamado falanstério proposto por Charles Fourier, qual seja o da crença de que o ser humano é, intrinsecamente, bom, pois é o depositário de uma harmonia natural que reflete a própria harmonia do universo. O fracasso destes falanstérios, para além de suas dificuldades intrínsecas, se deu graças ao seu rápido crescimento, atraindo em pouco tempo uma quantidade enorme de pessoas pouco preparadas e menos comprometidas.

A escola de hoje, guiada por princípios de Paulo Freire, vem mostrando mais do que nunca posições esquerdistas com ideais lenistas. Urge edificar que há um desvencilhamento de sua principal filosofia: transmitir o conhecimento didático de maneira imparcial, neutra. A resolução de matemática simples com tantas incógnitas e um texto mal compreendido é uma realidade existente neste ensino precário.

A escola deve cumprir, portanto, o seu papel fundamental didático, para que assim estudantes e profissionais do futuro desenvolvam uma consciência crítica da sua própria realidade e escolham um caminho a ser trilhado – o seu verdadeiro ideal a ser perseguido.

P.S: Ao escrever este texto, proposto em 2008 quando era estudante do 3º Ano E.M concorreu à categoria Artigo. Este foi enviado ao concurso Jornalista do Futuro, promovido pela Folha Dirigida em 2008.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

4


O 4, numeral natural é caracterizado pelo simples fato de permanecer em conjuntos tênues de algarismos congênitos possíveis e imagináveis que delimitam a sua essência e permanência .

Com os intensos caminhos presentes e imagináveis na vida humana, passa a agregar-se com os demais pares pré-existentes e se fortificar diante dessas uniões, com altivos números pares. Pode-se entreter, contudo, que ele não basta a si próprio a parece ser, querer e lutar para que conquiste a sua plenitude. Comenta-se que ele constitui as maiores bases de vida: desde pernas de cadeiras (confortáveis cadeiras), até mesmo bases existenciais humanas. A sua imensa massa existencial percorre entranhas e sentimentos humanos, enriquece-os, constituem-nos. Dentre essas e outras bases, fatores, favores, irracionalizar, racionalizar, criar, ser, fazer, acontecer, dentre essas mesmas linhas correm sim, intensas e presentes demonstrações nesse nosso pequeno infinito especial.

Fabiane Abreu (28/04/08)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ÉS-crita


ÉS-crita

Não escreverei para passar o tempo, de forma oblíqua e discriminada de linhas tênues entre a verdadeira forma de sermos e as possibilidades desejáveis de se metamorfosear e transformar-se em outra essência completamente desconhecida.

Escrevo para ao menos explorar tudo que há de forma plurissignificante do ser e suas reais condições de permanência e contrariedade a partir de inúmeras situações cotidianas.

Transcrevo em papeis engomados de pura ausência de qualquer linha ou palavra em algo puramente feito de celulose;

Papel esquálido, apático e completamente ambíguo diante as necessidades de que o escreve.

Realidade pura e verossímil, seca tal como ela é, ou talvez sonhos inimagináveis existentes onde hajam de mais profundo e mais bonito na verdadeira essência humana,

Segredos que percorrem camas, colchões, cobertores ou até que fiquem guardados, debaixo de espumas do travesseiro, penas de ganso extremamente leves dispostas a voar na corrente do mais leve vento e onde se possa extrair tudo que há de mais diferente no espaço.

Grafite 2B, pés apoiados no chão, mãos a procura de palavras certas, que possam combinar com o real desejo de transpor nessas linhas retilíneas, rascunhos livres, brancos, com rasuras e intensos borrões sob forma de sempre procurar fazer o melhor, buscar o melhor, libertar tudo que há de melhor em si e para si.

Processo cuidadosamente feito, basta agora transpor em letras bastantes perfeitas, na mais completa harmonia diante suas formas, tamanhos, desenhos.

Liga-se o computador e se inicia uma nova linha de pensamento.

Abri-se o programa “Word” e com teclados melhores que os datilógrafos, passa-se a limpo.

Palavras, orações, verdadeiros períodos feito sob a real necessidade de se explorar, tudo e dessecar tudo que há por dentro do incontável humano. Sobretudo, a escrita comporta em si o verdadeiro objetivo de semear, de se cuidar de um tão divino e maravilhoso objetivo incerto de vida, nos auxiliando a encontrarmos força diante os problemas pré- existentes e se continuar vivendo e sobrevivendo.

Fabiane Abreu

29/01/2008

22h16min

sexta-feira, 26 de junho de 2009


Trilhas

Dia claro, céu límpido e limpo, salvo algumas nuvenzinhas vagando lentamente procurando outras para assim juntar-se e ansiosamente crescer. Raios de sol, intensos, quentes, extremamente claros, chega a espreitar os olhos, diante a sensibilidade dos globos oculares diante de tão forte iluminação. Jasmins, lírios cor de laranja e violeta, com um cheiro que é perpetuado pelo ar, rosas, brancas, rosas cor- de –rosa. Ah! Cheiro igual não há!Liberam seus perfumes aos quatro ventos existentes, chegam a enrugar o nariz com tão intenso aroma. Junto com a imensidão das flores, há gramíneas, bem rasteiras, com o limo incrustado em imensas pedras. Tudo isso juntamente com uma bela paisagem de uma queda d ‘ água, ou melhor, cachoeira. Infinita, de queda alta com o curso d água de barulhos. Ao chegar ao seu destino final, segue firme, cristalina, podendo vislumbrar pedras ao fundo e pequenos peixes que habitam o local. Realmente, um belo dia. Como se não bastasse os belos recursos visuais existentes, queres atravessar a dança da água. Como?Pensa, pensa, cansa, cansa, o sol queima-lhe as costas, a cabeça sem lenço, boné, chapéu ou qualquer proteção. As pernas, já cansadas de desafios, escalar montanhas, atravessar obstáculos, querem apenas um merecido descanso, com o alongar de músculos e articulações. As unhas, cerradas ao punho, cheias de areias escuras denunciam que a realidade é outra: o corpo limpo e perfumado agora está cansado, tenso, encolhido, querendo apenas alcançar o objetivo de driblar o obstáculo e seguir ao destino preterido. O que fazer?Pensa, pensa, cansa, cansa, racionaliza, toma fôlego, mastiga-se o pensamente, degluti-o, digere-o, para que a idéias se transformem em ação. Como fazer para atravessar a cachoeira infinita? A mochila do viajante traz-lhe apenas uma lanterna, com mau contato, um suvenir da pequena cidade que havia visitado chaves, documentos, um canivete e não menos importante, uma foto. Se aquilo pode se chamar de foto, na verdade é a coisa mais linda que vi. Família reunida, domingão, almoço, na casa da vó e do vô. Na mesa feijoada com carnes diversas. Saladas multicoloridas, com alfaces verdes e graúdas, tomates vermelhíssimos e pimentões amarelos de tão medrosos que eram! Uma grande garrafa de refrigerante e, na foto, estilo “aquela que meu tio adora registrar”, todo mundo sorrindo, com a boca cheia. O bigode do avô com um arroz pendurado. A avó, com pequenas bochechas gorduchas, lábios finos com um batom rosado, e uma vasta e jeitosa cabeleira branca, alvinha. Os irmãos que juntos, forçadamente à mesa, compartilhavam chifres com os dedos. O sobrinho, de aparência traquina, com um sorriso banguelo, rosa e a língua branca de leite para fora, o cachorro no canto, querendo roubar o lombo e os outros sobrinhos, maiores, com poses engraçadas, dentes já possuem, porém estavam com aquela janelinha característica da vinda de dentes permanentes. Isso, todo mundo rindo de forma bela, espontânea, despreocupada, com pedacinhos de coentro entre os dentes, em um belo almoço dominical. Pois bem. Como veres caro leitor, há motivos de sobra para persistir e seguir em frente. Assim, ao vislumbrar o tronco de uma imensa árvore, com cipós grossos enrolados ao seu tronco, decidiu improvisar uma ponte ou jangada. Não relutou, foi, com toda vontade possível e conseguiu arrancar o galho. A noite ameaçou surgir e o desespero crescente fez surgir um ronco interno. O estômago reclamava, necessitava de alimento. Nutrir-se fisicamente. Fingiu não ouvir o apelo interno e assim, noite adentro, com sua lanterna deixando-o de lado por vezes, de manhãzinha, com o crepúsculo de raios de sol, testou a jangada na água. Flutua?Sim, flutua. Pega a trouxa, abarrotada de alegrias, mistérios, anseios e vontade de seguir em frente. Quando fixa na jangada, com o corpo espremido, percebe a falta do remo. Pra quê?Dispõe de dois grandes braços cabeludos e com a cara franzida, peitoral aberto, barba cerrada, cabelos desgrenhados ao vento, rema de forma impressionante. A forte correnteza ameaça sua permanência, mas, diante este fato, não desiste. Diante do desespero, lágrimas escorrem sobre sua cansada face. Festeja, dança, cantarola e grita para a imensa paisagem: consegui!Sim, ele conseguiu. O andarilho então segue sua viagem à procura de desvendar, sobretudo, a si mesmo, não desistindo jamais, diante de qualquer obstáculo, a seguir caminhando com força, coragem e o amor estampado no peito.

Fabiane Costa de Abreu

22hs40min

24/06/09

terça-feira, 9 de junho de 2009




 

Visões

 

Certas vezes deixamos coisas escapulirem de nosso alcance, de nossas mãos. Perscrutar quedas, falas descontentamentos sob tudo visto a olho exiguamente nu. O nu nada mais é ou possa ser uma retirada de máscaras, conceitos, erros e desacertos que porventura ocorrem em uma velocidade ímpar na relação de tempo e espaço. Descortina-se, desmonta-se, desconstrói e logo depois o quebra- cabeça humano é montado e plastificado por uma cápsula, uma capa extremamente ínfima diante a imensidão de todo o ser. Diante a encapsulação e a agregação de adereços derivados de toda a vaidade e ambição humanas, novos campos visíveis são montados e assim há a desconstrução e construção a cada dia.Quando novamente possa-se ao menos precaver ou até mesmo evitar que essas palavras, fatos e situações fiquem ao vento, agarra-se em uma linha muito tênue entre as coisas findas e as coisas crepusculares na então aceleração diária de relações interpessoais.Assim o faça.Diante de coisas de natureza simplória observa-se então que tudo possa ter um ar de facilidade enquanto a obtenção de resultados.Contudo, as escolhas que possam vir a ser tomadas são determinantes para possíveis resultados e caminhos os quais possam se optar quanto a infinitude experimental fixa ou a finitude experimental volátil.   

 

 

 

Fabiane Costa de Abreu

22/07/08

18:56

 

terça-feira, 2 de junho de 2009







Palavras

Palavras bastante ditas, faladas, confessadas, convividas, consistentes e conscientes.

São ditas não apenas para transpor situações, comunicações, fatos e convivências humanas.

Diante do seu impacto, colhem-se alegrias, tristezas e uma enorme diversidade de impactos diante de quem às pronuncia e de quem as ouve.

Ouvir e calar, o silêncio, esse que transcreve certas situações e consente diante outras que só no vazio deste, exerce um enorme espaço; diante aquele imenso vazio formado por insígnias, dados por olhares fixantes e fixados diante de tudo que se observa.

Crer-se-á que algum dia, as palavras não apenas possam ser ditas de forma descompromissada. Porém de maneira firme, expressa, alenta e conscientemente, ao intenso conteúdo que se exprima para que possa sim, acalentar e possivelmente, ressurgir a esperança e melhores dias, melhores segundos, melhores sorrisos, melhores essências.

Fabiane Abreu

14h45min

11/03/2008

domingo, 24 de maio de 2009

TaMaNhO

Ao realizar a mudança de “fase” do chuveiro, frio para o quente, o qual é muito recomendado em dias chuvosos, pude então tomar consciência de mais um fato ocorrido em meu cotidiano: o crescimento. Aquele local então inalcançável no passado o qual contava com a ajuda de xampus ou condicionadores para dar aquela força extra e obter o êxito, ao trocar a temperatura antes fria arrepiando todo o corpo, por uma água quente e agradável. Questionei-me: crescemos para viver ou vivemos para crescer?As teorias evolucionistas propostas por Charles Darwin propõem que os mais fortes sobrevivem, pois são os mais aptos a viver diante as intempéries do meio com condições adversas e assim, conseguirem com êxito de forma nada romântica, perpetuar a sua espécie. Poeticamente, plantar uma sementinha nesse imenso chão de modo a colher frutos, (bons e rentáveis frutos), futuramente. Aqueles mais aptos são os mais fortes, robustos e, sobretudo, possuem uma condição física gutural para que se destaque no grupo e possa cuidar do mesmo. Com o passar deste conceito onde a força física prevaleceria sobre a força intelectual, observou-se que para a grande missão de sobrevivência, estabeleciam-se estratégias mesmo que involuntárias para que a missão fosse cumprida e o ato de crescer, de certa forma involuntariamente, destacou-se  neste então marco de observação da evolução da humanidade. Com o uso tecnológico abissal e a implantação de um mercado de trabalho capitalista o crescimento intelectual ditou os modos de vida e a concretização de uma carreira rentável na vida o indivíduo. A bagagem de informações necessárias para que se destaque no mercado de trabalho induz o indivíduo a ler jornais mais variados possíveis, revistas de esquerda para a direita, debates em canais fechados com cientistas políticos e umas celebridades que adoram palpitar do que não tem domínio, plantão de notícias em rádios os quais reproduzem tragédias de minuto a minuto, fornecendo assunto para rodas de conversa de bares, nos momentos onde o culto ao Deus Baco, do vinho a qualquer que seja a pinga, encaminha os indivíduos para um papo mais “filosófico”e até mesmo, estudantes politizados , revolucionários ou acomodados, mais que cultuam diálogos ao invés de monólogos.As capacidades natas de qualquer um, as estratégias desconhecidas de destacar-se no meio em que se viva são deixadas para trás.Meio este que represente um simples ambiente natural ou que possa influenciar nos atos e atitudes do ser humano. Crer-se na  evolução interior, quando tem-se consciência de mudança e aprimoramento de atitudes na sociedade, a maturidade e a resultante sabedoria depois de anos bem vividos ou não.Crer-se-á que para que alcance o êxito real de uma vida deve-se  querer e buscar diante de tudo que se observe na realidade e pode parecer clichê mais para o indivíduo crescer não apenas em altura deve-se transformar-se em um ser realizador e não apenas, sonhador.

Fabiane Abreu 17:07, 24/05/09